Drogadição

Mar. 8, 2010 Sem Comentários Publicado em: Conceituações

Drogadição é termo genérico criado para compreender qualquer e toda modalidade de adição bioquímica por parte de um ser humano ou a alguma droga (substância química) ou à superveniente interação entre drogas (substâncias químicas), que seja causada ou precipitada por complexo de fatores genéticos, bio-farmacológicos e sociais, aqui incluídos os econômico-políticos.

Gênese

Drogadição é termo mais adequado para referir quer a dependência, quer a farmacodependência, quer a toxicomania, supondo poder-se inferir aí uma gradação.

Com efeito, sob a óptica de inclusão versus exclusão social, falar-se em drogadição é politicamente (lato sensu) preferível do que referir diretamente alguma das modalidades.

Até porque, numa compreensão diagnóstica generalista, qualquer investigação clínica começa pelos aspectos gerais, definindo-se na seqüência as especificidades.

Conquanto algumas vezes seja proposto o conceito de drogadição como “apenas desordem crônica” (Drogadição na cultura inglesa), não é menos verdade que drogadição pode manifestar-se em episódios agudos que eventualmente podem tornar-se crônicos.

Terminologia e uso

Drogadição significa adição a drogas, conforme o Dicionário Aurélio século XXI. Sua etimologia tem a seguinte explicação: “Adicto, do latim addictu, é um adjetivo, que significa:

1. Afeiçoado, dedicado, apegado.
2. Adjunto, adstrito, dependente.
3. Em medicina é quem não consegue abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos.

Adição e drogadição: variadas formas

Adição psíquica

A Adição psíquica esta relacionada com a necessidade de usar determinada droga para ter um uma sensação de bem estar, e alívio das tensões. Caracteriza-se por fenômenos cognitivos onde sempre há uma busca pelos efeitos iniciais do uso da droga.

Os sintomas mais comuns são a ansiedade, a sensação de vazio, as dificuldades de concentração, que podem variar de pessoa para pessoa.

A dependência psicológica normalmente atua no cérebro e produzem um ou mais dos efeitos tais como redução da ansiedade e a tensão; euforia ou outras mudanças agradáveis do humor; impressão de aumento da capacidade mental e física e alterações da percepção sensorial sobre a dependência psíquica.

Dependência física

A dependência física é um estado de adaptação do corpo, manifestado por distúrbios físicos quando o uso de uma droga é interrompido. Significa uma perda de controle sobre o uso da substância, criando um estado chamado de craving, ou — em tradução livre — “ânsia”. Sofre influência pelo tempo de uso de alguma substância, isso depende da forma de uso, da compleição física do indivíduo bem como da parte genética.

Quando a droga é utilizada em quantidades e freqüências elevadas, o organismo cria meios para se defender estabelecer um equilíbrio em seu funcionamento, o que leva a uma adaptanção à droga de tal forma que, na sua falta, funciona mal.

Toxicomania

Toxicomania (Do grego toxikon: veneno + mania = loucura) traduz-se pelo uso excessivo e repetido de uma ou mais substâncias tóxicas (como analgésicos e psicotrópicos) sem justificação terapêutica. Segundo a Organização Mundial da Saúde a definição estrita da toxicomania corresponde a quatro elementos: uma compulsão de consumir o produto; uma tendência para aumentar as doses; uma dependência psicológica e/ou física; conseqüências nefastas sobre a vida cotidiana (emotivas, sociais, econômicas).

Base neurobiológica

O fator biológico importante relacionado ao desenvolvimento da dependência de drogas é o Sistema de Recompensa do Sistema Nervoso Central. Dentro do sistema límbico (área relacionada ao comportamento emocional) pode-se identificar uma área que está relacionada com a sensação de prazer, esta área é denominada circuito de recompensa cerebral.

Estudos com animais demonstram que estímulos elétricos nestas regiões provocam sensações de prazer e levam as repetidas tentativas de estimulação. Todas as drogas de abuso, direta ou indiretamente, atuam no circuito de recompensa cerebral, podendo levar o usuário a buscar repetidamente essa sensação de prazer.

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Este post foi publicado a Segunda-feira, Março 8th, 2010 no 2:32 pm e categorizado em Conceituações. Pode seguir os comentários deste post através do seu feed RSS 2.0.

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